Apresentação


Era o início de outubro, e o futuro, um grande inesperado, dispunha-se a brincar conosco, hóspede sem face, no jogo dos sete véus.

Comecei com a Úrsula K. Leguin. O certo e o duvidoso a misturar-se, e a forma de exceder o tempo, ficção.

Ou um livro aberto sobre o sofá: mistério em 4 estações.

Depois, a folha em branco, para decifrar o que vem a seguir. E ao cavar o tempo, descobre-se a memória, à espera; uma pergunta qualquer; ou a imagem pronta de um rosto a transformar-se.

Ana Rüsche propõe uma engenhoca de futuros: a leitura; o desenho; a panela de pressão; perguntas e respostas; o espelho.

Assim cheguei aqui, ao labirinto de Porfírio: Cosmologia das Cartas.

Johannes ouve e espera; Ouroboros morde a Cauda do Pavão; o amanhã e a origem tracejam o que abre e fecha o Livro. O Desconhecido multiplica-se por meio de códigos e amuletos.

E o resto é história.
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